Estimativa dos Produtos Internos Brutos dos Municípios do Brasil para os anos de 2001 e 2002

 

CNM – Confederação dos Municípios do Brasil[1]

 

RESUMO

O estudo estima os valores dos Produtos Internos Brutos (PIBs) dos 5.561 municípios do Brasil existentes em 2001 e 2002, a partir do rateio dos Produtos Internos Estaduais para os respectivos municípios, de acordo com suas participações no Valor Adicionado Fiscal (VAF).

 Os valores dos PIBs dos Estados relativos aos anos de 2001 e 2002 foram estimados pelo IBGE, levando em consideração a produção nos setores da agricultura, indústria e serviços. Os valores dos VAFs foram obtidos a partir de publicações das Secretarias de Fazenda dos Estados.

A obtenção de estimativas de PIBs para os municípios do Brasil, segundo metodologia simplificada e procedimentos bastante simples, rápidos e uniformes, é muito útil para a administração do país, porque contribui sobremaneira na definição de estratégias, políticas e mesmo de ações para a correção de desequilíbrios, realização de projetos e investimentos, tanto pelos governos dos diversos níveis, quanto também por empresas e instituições do terceiro setor. Esse estudo será ampliado e melhorado ano a ano, incorporando anos anteriores, completando anos atuais, e incorporando novos anos futuros, de forma semelhante ao que já vem sendo feito por estudo semelhante focando o Estado do RS numa série de 20 anos.


 

INTRODUÇÃO

 

Este texto descreve a forma de cálculo dos Produtos Internos Brutos (PIBs) dos municípios do Brasil, para os anos de 2001 e 2002, obtidos a partir das estimativas dos PIBs dos Estados, publicados pelo IBGE (2004). Os PIBs dos 5561 municípios brasileiros existentes nesses anos são apresentados em anexo.

Os valores estimados representam, no momento, segundo esta metodologia, as melhores aproximações possíveis dos PIBs municipais, devido a deficiências e lacunas existentes nos dados primários obtidos com esforço via diferentes meios, das Secretarias Estaduais de Fazenda, responsáveis legais pela construção dos VAFs dos municípios, usados como base de cálculo para os PIBs.

 

2. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Nesta seção é apresentada uma síntese dos procedimentos metodológicos utilizados para a estimação dos produtos internos brutos a custo de fatores dos municípios brasileiros. De uma forma bastante resumida, pode-se afirmar que os recortes

Os valores dos Produtos Internos Brutos (PIBs) dos 5.561 municípios do Brasil existentes em 2001 e 2002 são obtidos a partir de simples rateio dos Produtos Internos Estaduais para os respectivos municípios, de acordo com suas participações no Valor Adicionado Fiscal (VAF).

 Os valores dos PIBs dos Estados relativos aos anos de 2001 e 2002 foram estimados pelo IBGE, levando em consideração a produção nos setores da agricultura, indústria e serviços.

Os valores dos VAFs foram obtidos a partir de publicações das Secretarias de Fazenda dos Estados em diferentes meios, como Diários Oficiais, sites de internet e outros.

Assim, parte-se do pressuposto de que os valores dos PIBs estaduais sejam corretos, calculados segundo metodologia comum;  e que os VAFs municipais dos diferentes Estados do país também sejam bastante coerentes e consistentes, obtidos a partir de legislação federal comum, e abrangendo de forma bastante completa e correta os valores de produção dos municípios, nos setores da agricultura, indústria e serviços.

De fato, o pressuposto de que o VAF seja bastante completo e consistente parece ser verdadeiro, uma vez que serve de base para o cálculo do Retorno do ICMS (Imposto de Circulação e Mercadorias e Serviços) dos municípios, transferido dos Estados. Por isso, por sua importância nas receitas dos municípios, tende a ser um número anual bastante analisado e discutido pelos mesmos. E, conseqüentemente, tende a refletir, também, com bastante fidelidade o valor da produção formal realizada nos municípios, e a realidade econômica geral de um município. Os valores dos VAFs são formais, e (deveriam ser facilmente) acessíveis ao público em geral. Por isso, quando possível, a opção pela sua utilização é bastante conveniente, como no caso da estimação dos PIBs municipais de forma simplificada, em que os mesmos são obtidos por alavancagem pelos respectivos VAFS dos municípios.

Outras metodologias de cálculo de PIBs municipais são mais robustas do ponto de vista teórico, mas apresentam grandes restrições do ponto de vista prático, porque o poder público (de qualquer nível de governo) não tem condições humanas e materiais para realizar anualmente um censo detalhado e preciso da produção física e financeira dos municípios, principalmente de alguns itens onde o acesso é dificultado ou mais complexo (como os relativos a lucros financeiros, aluguéis e outros).  Por isso, esta metodologia usada pelo presente estudo, baseada no uso do Valor Adicionado Fiscal dos municípios, é bastante adequada, conveniente e útil, do ponto de vista prático e científico, observadas suas limitações.

Para estimar o valor produzido pelos 5.561 municípios do Brasil, o estudo utiliza como base (ou alavanca) o valor da produção estimada pelo IBGE para os diversos Estados. A tabela 1, a seguir, apresenta os PIBs dos Estados do Brasil, em R$ nos anos de 2000, 2001 e 2002, conforme estimativas feitas pelo IBGE.

 

Tabela 1 - PIBs dos Estados, relativos aos anos de 2000, 2001 e 2002.

 

Nome do Estado

 PIB, em milhões de R$, nos anos de 

2000

2001

2002

 1-Acre

1.703

1.921

2.249

 2-Alagoas

7.023

7.569

8.767

 3-Amapá

1.968

2.253

2.702

 4-Amazonas

18.873

20.736

25.030

 5-Bahia

48.197

52.249

62.103

 6-Ceará

20.800

21.581

24.204

 7-Distrito Federal

29.587

33.051

35.672

 8-Espírito Santo

21.530

22.538

24.723

 9-Goiás

21.665

25.048

31.299

10-Maranhão

9.207

10.293

11.420

11-Mato Grosso

13.428

14.453

17.888

12-Mato Grosso do Sul

11.861

13.736

15.343

13-Minas Gerais

106.169

113.530

125.389

14-Pará

18.914

21.748

25.530

15-Paraíba

9.238

10.272

11.634

16-Paraná

65.969

72.770

81.449

17-Pernambuco

29.127

31.725

36.510

18-Piauí

5.330

5.575

6.166

19-Rio de Janeiro

137.877

148.033

170.114

20-Rio Grande do Norte

9.293

9.834

11.633

21-Rio Grande do Sul

85.138

94.084

104.451

22-Rondônia

5.625

6.083

7.284

23-Roraima

1.117

1.219

1.443

24-Santa Catarina

42.428

46.535

51.828

25-Sergipe

5.921

8.204

9.496

26-São Paulo

370.819

400.629

438.148

27-Tocantins

2.450

3.067

3.545

Total do Brasil

1.101.255

1.198.736

1.346.020

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais, Contas Regionais do Brasil 1998-2001 e 2002 – obtido do site http://www.ibge.gov.br em 11/01/2005.

 

Tabela 2 - Ranking dos Estados e percentual do Brasil

Nome do Estado

PIB (R$ milhões)

% do Brasil

1-São Paulo

438.148

32,55

2-Rio de Janeiro

170.114

12,64

3-Minas Gerais

125.389

9,32

4-Rio Grande do Sul

104.451

7,76

5-Paraná

81.449

6,05

6-Bahia

62.103

4,61

7-Santa Catarina

51.828

3,85

8-Pernambuco

36.510

2,71

9-Distrito Federal

35.672

2,65

10-Goiás

31.299

2,32

11-Pará

25.530

1,90

12-Amazonas

25.030

1,86

13-Espírito Santo

24.723

1,84

14-Ceará

24.204

1,80

15-Mato Grosso

17.888

1,33

16-Mato Grosso do Sul

15.343

1,14

17-Paraíba

11.634

0,86

18-Rio Grande do Norte

11.633

0,86

19-Maranhão

11.420

0,84

20-Sergipe

9.496

0,71

21-Alagoas

8.767

0,65

22-Rondônia

7.284

0,54

23-Piauí

6.166

0,46

24-Tocantins

3.545

0,26

25-Amapá

2.702

0,20

26-Acre

2.249

0,17

27-Roraima

1.443

0,11

Total do Brasil

1.346.020

100,0

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais, Contas Regionais do Brasil 1998-2001 e 2002.

O VAF não abarca todos os itens de produção (ou do PIB) de um território (como um municípios, Estado ou país), especialmente aluguéis, serviços profissionais, lucros financeiros, investimentos públicos e a produção informal, que não circula pelo mercado formal. Esse estudo considera ou parte do pressuposto de que, de forma simplificada, esses itens ocorrem em proporções semelhantes em todos os municípios do país. A rigor, essa premissa não é absolutamente verdadeira, mas pode ser tomada como coerente e adequada, de forma simplificada, para viabilizar os cálculos na forma proposta de rateio dos PIBs estaduais entre os municípios, na proporção das participações dos VAFs municipais nos VAFs Estaduais. De fato, os Estados institucionalizam, intermente, regramentos e comportamentos relativamente uniformes nos seus diversos lugares (municípios), sem diferenças significativas quanto ao grau de sonegação fiscal, podendo-se assumir existir uma boa proporcionalidade entre os VAFS e os PIBs dos respectivos municípios.

 É claro que o método de cálculo dos PIBs municipais com base nos VAFs produz algumas distorções, que o método assume assim mesmo, na forma como se apresentam. Grandes empreendimentos, como usinas hidreelétricas, refinarias de petróleo, pólos petroquímicos, siderúrgicas e outras produzem (bens ou serviços) com um grau de formalização maior do que o mercado em geral. Advém daí que, pela presente metodologia de cálculo dos PIBs, municípios que possuem predominantemente empreendimentos desse tipo acabam sendo favorecidos, na estimação dos respectivos PIBs. Por outro lado, alguns mercados são muito mais difusos, apresentando proporções acima da média normal de serviços legalmente não considerados nos VAFs, tais como aluguéis, lucros financeiros, serviços profissionais e outros. Deriva daí que municípios com fortes ênfases em serviços (como de turismo) acabam sendo prejudicados nos respetivos cálculos.

Não obstante às limitações da metodologia utilizada, o seu grande mérito vem da própria forma de levantamento do índice VAF: são milhares de empresas, prefeituras e órgãos públicos engajados no esforço do levantamento e da análise dos valores formalmente remetidos para as Secretarias de Fazenda dos Estados. Os municípios e os Estados têm o maior interesse na obtenção dos valores mais realistas possíveis, uma vez que as suas receitas dependem dessas informações. Algumas limitações provêm da própria característica do VAF, que não abarca alguns itens importantes, e outras provêm do grau incompleto de exposição de certas atividades ao mercado econômico, por característica própria, ou pela sonegação de informações. Com programas de incentivo à emissão de notas fiscais, evolução da tecnologia de informações das empresas, maior conscientização da população, modernização dos sistemas de fiscalização e evolução do senso geral de justiça tributária, obter-se-á contínuos avanços na sistemática de mensuração do valor efetivo que municípios e regiões agregam em determinado período, através da produção dos seus diversos agentes econômicos, organizados ou não.

O VAF serve de parâmetro para calcular a participação dos municípios no rateio da parcela de 25% do total da arrecadação dos totais de ICMS estaduais.  Compreende o valor global que as unidades econômicas de produção e comércio agregam aos seus produtos, à medida que esses passam adiante, desde o setor primário até os consumidores finais.

O PIB de um território (como um município, região, Estado ou país) exprime a estimativa do valor da produção, a preços de mercado, realizada dentro das suas fronteiras. Inclui todos os bens e serviços produzidos, dentro de certa área geográfica, independentemente de os recursos serem ou não de propriedade de seus residentes. Pode ser medido tanto pelo ângulo da produção (ou do custo dos fatores), quanto pelo fluxo da renda ou pelo dispêndio (Rosseti, 1994).

Na abordagem pelo fluxo da produção, utilizam-se estimativas dos valores agregados aos bens e serviços de cada setor (agropecuário, industrial e serviços), de tal forma a evitar a dupla contagem dos bens de utilização intermediária. Subtraindo-se das somas dos valores agregados os tributos indiretos e adicionando-se os subsídios, chega-se ao PIB de uma nação, região ou território, como um município.

Na abordagem pelo fluxo da renda, consideram-se as remunerações pagas a todos os fatores de produção mobilizados pelo sistema produtivo da economia, constituídos pela remuneração do trabalho (ganhos diversos mais salários e encargos sociais, em moeda ou espécie), além de outras categorias, denominadas de excedente operacional bruto, em que se incluem principalmente os lucros de empresas, retidos para serem incorporados nos respectivos patrimônios. Por fim, deduzem-se os impostos indiretos e somam-se os subsídios.

Na abordagem pelo ângulo do dispêndio, consideram-se basicamente as estimativas do consumo e do investimento em bens e serviços finais. Ao consumo, agregam-se os gastos de consumo das famílias e das administrações públicas; ao investimento, agregam-se os realizados pelas famílias (basicamente edificações), pelas empresas e pelas administrações públicas, em determinado território; por isso, deduzem-se as importações e somam-se as exportações.

Nesse estudo, utiliza-se o conceito de PIB a custo de fatores, que é igual ao PIB a preços de mercado, menos os impostos indiretos e mais os subsídios[2]. Por isso, enfatiza-se que o foco do estudo recai sobre os valores produzidos dentro dos estreitos limites dos municípios, e não sobre as rendas das pessoas ali residentes. Decorrem daí aparentes distorções na avaliação dos respectivos PIBs municipais, porque devem ser consideradas as produções realizadas dentro dos seus territórios, e não as rendas auferidas por pessoas que circunstancialmente circulam dentro dele. É por isso que se encontram valores contrastantes em municípios como Triunfo (com seu pólo petroquímico) e Imbé (balneário), no Estado do Rio Grande do Sul (RS), em que no primeiro os residentes auferem apenas pequena parcela dos ganhos do pólo petroquímico, e no segundo os habitantes eventuais realizam apenas pequena parte da produção total gerada (normalmente em outros municípios), no período de um ano.

Uma relação entre o PIB e o VAF de um município pode ser expressa através da seguinte fórmula:

 

PIB = Valor Adic. + Lucros Financeiros + Invest. Públicos

   + Aluguéis + Outros Serviços

   + Outras Produções Industriais

   + Valor Adicionado Informal

   - Impostos Indiretos + Subsídios

 

A rubrica "outros serviços" é bastante abrangente, compreendendo especialmente os rendimentos de profissionais liberais (da área da educação e saúde mercantis, da área do direito, das engenharias, da informática e de outras áreas), de outros serviços coletivos e serviços domésticos (que não informam VAFs). A rubrica “outras produções industriais” abrange os ganhos obtidos com a indústria da construção civil, e de fornecimento de água, gás e eletricidade (que não informam VAFs). Não existem dados precisos sobre o montante de cada um dos ítens da fórmula; outrossim, tendo em vista a atual legislação, alguns itens, como lucros financeiros, não são disponíveis de qualquer forma. Todavia, levando-se em consideração o comportamento estimado da relação entre VAF e PIB, no Estado do RS, no ano de 1999, pode-se estimar que o Valor Adicionado de um Estado compreende ao redor de 57% do valor do respectivo PIB. Neste estudo, parte-se da premissa bastante realista e simplificadora de que eles ocorrem em proporções  regulares nos municípios dos Estados, com distorções normais, como num fenômeno estatístico. Dentro desta lógica, aceita-se existirem, normalmente, diferentes distorções à regra ou média geral, como nos seguintes casos:

- municípios com grandes empreendimentos, como Pólos Petroquímicos, usinas siderúrgicas ou elétricas, montadoras de automóveis, e outros, em que ocorre formalidade acima da média, mas tendem a ocorrer menos operações bancárias com lucros financeiros, aluguéis e serviços profissionais (levando em conta que os trabalhadores residem em outros centros urbanos);

- municípios turísticos, em que boa parte dos serviços (aluguéis, serviços profissionais, lucros financeiros e outros) não entra na computação do Valor Adicionado;

municípios essencialmente agrícolas, em que a produção para uso próprio não passa pelo mercado financeiro e, portanto, também não entra nos cálculos do Valor Adicionado.

De maneira geral, as exceções são bastante específicas ou localizadas e não comprometem a validade geral do método.

Assim, esse estudo utiliza como fórmula geral de cálculo dos PIBs dos municípios dos Estados o seguinte padrão:

 

PIB município = Valor Adic. Munic. * PIB do Estado(R$)  

 ___________________________________________ 

 Valor Adicionado do Estado (do Município, R$)

 

Teve-se grande dificuldade de acesso às tabelas de Valor Adicionado dos Municípios dos diferentes Estados da Federação, nesta versão inicial do estudo para cálculo dos PIBs municipais de 2001 e 2002. Tentou-se obter os valores adicionados dos municípios dos Estados nas publicações oficiais dos Índices de Retorno do ICMS, cujo cálculo leva em consideração os Valores Adicionados dos Municípios na proporção ou peso de 75%. Todavia, os procedimentos adotados pelos Estados não são uniformes, e muitas vezes dificultam a pesquisa dos dados. Na falta de acesso aos Valores Adicionados de um ano (2001 ou 2002) dos Municípios de Estados, então optou-se pela adoção dos valores do outro ano, para o qual os dados foram publicados. Se os Valores Adicionados não foram publicados para qualquer dos dois anos, então adotou-se como base para o rateio do PIB estadual aos municípios o índice de retorno do ICMS. Na tabela 3, podem ser verificados os procedimentos adotados para cada Estado da Federação, no cálculo dos PIBs municipais.

 

Tabela 3 – Dados usados para estimativa dos PIBs dos Estados

Nome do Estado

Dado usado para estimar o PIB

 1-Acre

Índice de ICMS de 2001 => PIB 2001

Índice de ICMS de 2002 => PIB 2002

 2-Alagoas

Valor Adicionado para PIB de 2001 e 2002

 3-Amapá

Índice de ICMS para 2003 => PIB 2001

Índice de ICMS para 2004 => PIB 2002

 4-Amazonas

Valor Adicionado de 2001 para PIB de 2001 e 2002

 5-Bahia

Valor Adicionado de 2001 para PIB de 2001

Valor Adicionado de 2002 para PIB de 2002

 6-Ceará

Valor Adicionado de 2001 para PIB de 2001

Valor Adicionado de 2002 para PIB de 2002

 7-Distrito Federal

PIB de 2001 e 2002 do IBGE

 8-Espírito Santo

Índice de ICMS para 2003 => PIB 2001 e 2002

 9-Goiás

Valor Adicionado de 2001 para PIB de 2001

Valor Adicionado de 2002 para PIB de 2002

10-Maranhão

Valor Adicionado para PIB de 2001 e 2002

11-Mato Grosso

Valor Adicionado de 2001 para PIB de 2001

Valor Adicionado de 2002 para PIB de 2002

12-Mato Grosso do Sul

Índice de ICMS para 2003 => PIB 2001

Índice de ICMS para 2004 => PIB 2002

13-Minas Gerais

Valor Adicionado de 2000 para PIB de 2001 e 2002

14-Pará

Índice de ICMS para 2003 => PIB 2001

Índice de ICMS para 2004 => PIB 2002

15-Paraíba

Valor Adicionado de 2001 para PIB de 2001

Valor Adicionado de 2002 para PIB de 2002

16-Paraná

Valor Adicionado de 2001 para PIB de 2001

Valor Adicionado de 2002 para PIB de 2002

17-Pernambuco

Valor Adicionado de 2001 para PIB de 2001

Valor Adicionado de 2002 para PIB de 2002

18-Piauí

Valor Adicionado de 2001 para PIB de 2001

Valor Adicionado de 2002 para PIB de 2002

19-Rio de Janeiro

Valor Adicionado de 2001 para PIB de 2001

Valor Adicionado de 2002 para PIB de 2002

20-Rio Grande do Norte

Valor Adicionado para PIB de 2001 e 2002

21-Rio Grande do Sul

Valor Adicionado de 2001 para PIB de 2001

Valor Adicionado de 2002 para PIB de 2002

22-Rondônia

Valor Adicionado para PIB de 2001 e 2002

23-Roraima

Índice de ICMS Líquido para PIB de 2001 e 2002

24-Santa Catarina

Valor Adicionado de 2001 para PIB de 2001

Valor Adicionado de 2002 para PIB de 2002

25-Sergipe

Valor Adicionado para PIB de 2001 e 2002

26-São Paulo

Valor Adicionado de 2001 para PIB de 2001

Valor Adicionado de 2002 para PIB de 2002

27-Tocantins

Valor Adicionado para PIB de 2001 e 2002

 

A produção (ou PIB) “per capita" de cada município e região é obtida pela divisão do PIB com seu número de habitantes, conforme estimativas do IBGE, das respectivas populações para o ano de 2001 e 2002.

3. RESULTADOS

Nesta seção apresentam-se os resultados mais interessados obtidos pelo estudo, destacando-se os rankings dos 25 maiores municípios do Brasil pelos PIBs de 2002, bem como dos 10 maiores municípios dos 26 Estados do país, pelos respectivos PIBs de 2002, e  pelos respectivos PIBs per capita de 2002.

 

BRASIL

MUNICIPIO

UNID. FED  

PIB_2001 (R$)

PIB_2002 (R$)

01- São Paulo

SP

100.576.137.785,23

104.691.666.375,10

02-Rio de Janeiro

RJ

73.847.402.924,26

80.726.843.217,35

03-Brasília

DF

33.051.000.000,00

35.672.000.000,00

04-Paulínia

SP

17.973.748.447,97

22.192.856.769,42

05-São Jose dos Campos

SP

19.558.438.763,73

19.913.573.520,58

06-Duque de Caxias

RJ

12.176.877.410,63

19.751.383.670,52

07-Guarulhos  

SP

16.015.546.012,32

16.183.700.084,58

08-Recife

PE

14.224.902.407,72

15.980.074.482,54

09-Manaus

AM

12.875.729.838,55

15.542.029.217,73

10-Belo Horizonte

MG

13.860.809.461,88

15.308.667.643,93

11-São Bern. do Campo

 SP

15.360.949.557,15

15.236.945.454,38

12-Porto Alegre

RS

13.651.123.663,24

15.100.128.237,01

13-Betim

MG

13.634.891.856,86

15.059.151.370,03

14-Curitiba

PR

12.550.053.478,77

12.586.486.105,87

15-Cubatão

SP

9.784.145.365,64

12.039.142.814,67

16-Fortaleza

CE

11.414.584.925,98

11.928.204.763,94

17-Salvador

BA

10.263.205.690,29

11.722.920.836,53

18-Barueri

SP

10.522.126.092,11

10.739.253.963,91

19-Campinas

SP

10.605.031.314,25

10.618.622.487,32

20-Araucária

PR

8.431.550.935,40

9.363.082.815,85

21-Camaçari

BA

6.457.755.584,90

8.454.540.256,65

22-São Luis

MA

7.224.836.046,29 

8.015.896.983,25

23-Volta Redonda

RJ

5.948.612.061,23

7.469.671.667,44

24-Angra dos Reis

RJ

7.250.808.418,09

7.024.061.607,34

25-Goiânia

GO

5.615.717.047,82

7.017.180.129,34

 

RANKINGS DOS MUNICÍPIOS DOS ESTADOS PELOS PIBs DE 2002 (R$)

 

ACRE

ORDEM/MUNICÍPIO

PIB_2002 (R$)

  1 Rio Branco

1.057.030.000,00

  2 Cruzeiro do Sul

224.900.000,00

  3 Sena Madureira

101.205.000,00

  4 Brasiléia

101.205.000,00

  5 Senador Guiomard

78.715.000,00

  6 Plácido de Castro

78.715.000,00

  7 Tarauacá

78.715.000,00

  8 Feijó

67.470.000,00

  9 Xapuri

67.470.000,00

10 Mâncio Lima

41.606.500,00

 

AMAZONAS

ORDEM/MUNICÍPIO

PIB_2002 (R$)

  1   Manaus

15.542.029.217,73

  2   Presidente Figueiredo

1.066.336.693,19

  3   Coari

639.576.957,03

  4   Itacoatiara

483.629.580,09

  5   Parintins

337.179.243,59

  6   Manacapuru

336.178.110,59

  7   Maués

277.958.174,76

  8   Tefé

248.172.507,41

  9   Humaitá

205.321.139,48

10   Labrea

189.376.854,76

 

AMAPÁ

ORDEM/MUNICÍPIO

PIB_2002 (R$)

  1   Macapá 

1.798.065.714,67

  2   Santana

773.719.501,33

  3   Laranjal do Jari

47.814.592,00

  4   Oiapoque

26.029.266,67

  5   Ferreira Gomes

14.626.826,67

  6   Vitória do Jari

7.598.024,00

  7   Porto Grande

7.482.738,67

  8   Mazagão

7.216.141,33

  9   Amapá

5.688.610,67

10   Tartarugalzinho

5.641.776,00

BAHIA

ORDEM/MUNICÍPIO

PIB_2002 (R$)

  1   Salvador

11.722.920.836,53

  2   Camaçari

8.454.540.256,65

  3   São Francisco do Conde

6.253.476.034,01

  4   Feira de Santana

2.064.638.108,91

  5   Candeias

1.939.071.748,51

  6   Simões Filho

1.861.038.737,93

  7   Madre de Deus

1.845.644.219,99

  8   Mucuri

1.555.475.363,65

  9   Itabuna

1.348.555.735,86

10   Paulo Afonso

1.343.118.651,52

CEARÁ

ORDEM/MUNICÍPIO

PIB_2002 (R$)

1   Fortaleza

11.928.204.763,94

2   Maracanau

2.012.807.281,95

3   Sobral

1.897.524.706,66

4   Eusébio

615.130.797,05

5   Juazeiro do Norte

534.493.979,90

6   Caucaia

489.835.700,92

7   Horizonte

479.243.705,79

8   Pacajus

442.431.518,73

9   Paracuru

357.473.054,13

10   Crato

334.762.399,39

DISTRITO FEDERAL

ORDEM/MUNICÍPIO

PIB_2002 (R$)

1   Brasília

35.672.000.000,00

ESPÍRITO SANTO

ORDEM/MUNICÍPIO

PIB_2002 (R$)

  1   Vitória                      

5.589.870.300,00

  2   Serra     

3.340.077.300,00

  3   Aracruz      

1.807.251.300,00

  4   Vila Velha        

1.604.522.700,00

  5   Cachoeiro de Itapemirim 

922.167.900,00

  6   Linhares    

890.028.000,00

  7   Cariacica      

808.442.100,00

  8   Colatina       

595.824.300,00

  9   Anchieta                                             

541.433.700,00

10   São Mateus     

422.763.300,00

GOIÁS

ORDEM/MUNICÍPIO

PIB_2002 (R$)

  1   Goiânia

7.017.180.129,34

  2   Anápolis

1.982.406.474,52

  3   Rio Verde

1.589.733.268,06

  4   Catalão

1.182.473.387,73

  5   Senador Canedo

1.165.470.651,40

  6   Itumbiara

966.803.161,44

  7   Jataí

953.931.247,21

  8   Aparecida de Goiânia

838.750.488,60

  9   São Simão

647.334.305,27

10   Luziania

605.796.622,69

MARANHÃO

ORDEM/MUNICÍPIO

PIB_2002 (R$)

  1   São Luis

8.015.896.983,25

  2   Açailandia

706.299.490,06

  3   Imperatriz

686.562.825,69

  4   Balsas

322.504.454,87

  5   Codó

156.885.128,22

  6   Timon

147.237.555,40

  7   Itinga do Maranhão

91.920.335,40

  8   Coelho Neto

90.961.550,57

  9   Santa Inês

87.256.673,82

10   Bacabal

81.046.514,90

MINAS GERAIS

ORDEM/MUNICÍPIO

PIB_2002 (R$)

  1   Belo Horizonte

15.308.667.643,93

  2   Betim

15.059.151.370,03

  3   Contagem

6.453.866.244,85

  4   Uberlândia

5.810.816.525,95

  5   Ipatinga

3.909.588.226,65

  6   Juiz de Fora

3.576.345.205,90

  7   Uberaba

2.643.365.542,57

  8   Poços de Caldas

1.968.568.346,66

  9   Itabira

1.890.272.315,48

10   Timóteo

1.649.655.855,67

MATO GROSSO DO SUL

ORDEM/MUNICÍPIO

PIB_2002 (R$)

  1   Campo Grande

3.524.578.617,00

  2   Dourados

1.011.610.019,00

  3   Corumbá

910.959.939,00

  4   Três Lagoas

580.609.806,00

  5   Maracaju

363.092.095,00

  6   Chapadão do Sul

335.750.869,00

  7   Ponta Porã

313.135.287,00

  8   Costa Rica

309.222.822,00

  9   São Gabriel do Oeste

298.283.263,00

10   Naviraí

282.878.891,00

MATO GROSSO

ORDEM/MUNICÍPIO

PIB_2002 (R$)

1   Cuiabá

2.836.040.929,05

2   Rondonópolis

1.217.667.859,16

3   Várzea Grande

838.061.874,44

4   Sorriso

636.192.454,69

5   Primavera do Leste

629.881.883,77

6   Sinop

553.512.296,09

7   Campo Novo do Parecis

495.152.143,29

8   Campo Verde

476.590.151,78

9   Alto Araguaia

442.859.468,06

10   Pedra Preta

370.323.585,38

PARÁ

ORDEM/MUNICÍPIO

PIB_2002 (R$)

  1   Belém

5.629.365.000,00

  2   Parauapebas

2.642.355.000,00

  3   Barcarena

1.605.837.000,00

  4   Tucumã

1.342.878.000,00

  5   Ananindeua

1.097.790.000,00

  6   Magalhães Barata

959.928.000,00

  7   Oriximina

793.983.000,00

  8   Almeirim

666.333.000,00

  9   Santarém

628.038.000,00

10   Altamira

400.821.000,00

PARAÍBA

ORDEM/MUNICÍPIO

PIB_2002 (R$)

  1   João Pessoa

4.390.529.845,21

  2   Campina Grande

1.965.331.510,52

  3   Cabedelo

994.397.463,47

  4   Santa Rita

560.352.248,42

  5   Caapora

495.195.571,11

  6   Bayeux

352.767.037,19

  7   Alhandra

294.508.977,87

  8   Patos

237.961.670,61

  9   Conde

137.749.513,62

10   Mamanguape

133.919.216,22

PERNAMBUCO

ORDEM/MUNICÍPIO

PIB_2002 (R$)

  1   Recife

15.980.074.482,54

  2   Ipojuca

3.837.592.751,51

  3   Jaboatão dos Guararapes

3.572.620.514,11

4   Cabo de Santo Agostinho

3.466.754.577,07

5   Petrolina

851.297.244,25

6   Caruaru

773.972.587,05

7   Olinda

697.056.240,11

8   Igarassu

609.895.820,52

9   Paulista

530.366.803,01

10   Goiana

470.707.628,70

PIAUÍ

ORDEM/MUNICÍPIO

PIB_2002 (R$)

  1   Teresina

4.173.867.380,72

  2   Parnaíba

418.270.144,62

  3   Guadalupe

307.103.370,64

  4   Fronteiras

269.792.431,63

  5   Picos

242.198.533,81

  6   Piripiri

106.232.197,42

  7   União

103.483.454,62

  8   Campo Maior

 83.094.696,33

  9   Esperantina

61.553.890,79

10   São Raimundo Nonato

54.445.843,21

PARANÁ

ORDEM/MUNICÍPIO

PIB_2002 (R$)

  1   Curitiba

12.586.486.105,87

  2   Araucária

9.363.082.815,85

  3   Foz do Iguaçu

5.410.337.742,58

  4   São Jose dos Pinhais

5.171.374.500,59

  5   Ponta Grossa

3.406.711.467,54

  6   Londrina

3.353.980.710,45

  7   Maringá

2.049.696.514,99

  8   Cascavel

1.721.307.936,65

  9   Paranaguá

1.231.176.660,79

10  Guarapuava

1.081.589.497,13

RIO DE JANEIRO

ORDEM/MUNICÍPIO

PIB_2002 (R$)

  1   Rio de Janeiro

80.726.843.217,35

  2   Duque de Caxias

19.751.383.670,52

  3   Volta Redonda

7.469.671.667,44

  4   Angra dos Reis

7.024.061.607,34

  5   Macaé

5.942.548.377,07

  6   Campos dos Goytacazes

5.513.165.832,31

  7   Niterói

3.742.577.739,17

  8   Porto Real

3.622.245.879,62

  9   São Gonçalo

3.097.818.503,94

10   Resende

3.029.282.926,36

RIO GRANDE DO NORTE

ORDEM/MUNICÍPIO

PIB_2002 (R$)

  1   Natal

4.886.730.660,66

  2   Mossoró

1.597.182.580,60

  3   Parnamirim

991.777.719,12

  4   Guamaré

480.423.136,81

  5   Areia Branca

334.639.272,45

  6   Macau

293.240.088,45

  7   São Gonçalo do Amarante

262.302.972,56

  8   Maca¡ba

236.229.868,96

  9   Canguaretama

156.363.644,73

10   Alto do Rodrigues

150.365.043,33

RIO GRANDE DO SUL

ORDEM/MUNICÍPIO

PIB_2002 (R$)

  1   Porto Alegre

15.100.128.237,01

  2   Canoas

6.794.085.678,36

  3   Caxias do Sul

6.377.462.261,63

  4   Triunfo

3.476.756.510,97

  5   Gravataí

2.787.474.558,58

  6   Novo Hamburgo

2.743.968.052,34

  7   Santa Cruz do Sul

2.688.500.982,47

  8   Rio Grande

2.459.013.103,92

  9   Bento Gonçalves

1.773.097.274,67

10   Sapucaia do Sul

1.635.416.602,86

RONDÔNIA

ORDEM/MUNICÍPIO

PIB_2002 (R$)

  1   Porto Velho

1.657.308.132,26

  2   Ji-paraná

697.499.215,62

  3   Vilhena

615.713.476,05

  4   Ariquemes

591.409.771,31

  5   Cacoal

554.729.086,55

  6   Jaru

376.685.138,77

  7   Rolim de Moura

299.232.067,29

  8   Ouro Preto do Oeste

215.648.989,04

  9   Pimenta Bueno

182.017.208,35

10   Espigão D'Oeste

175.145.497,69

RORAIMA

ORDEM/MUNICÍPIO

PIB_2002 (R$)

  1   Boa Vista

823.311.666,67

  2   Caracarai

273.215.744,92

  3   Rorainópolis

33.664.700,85

  4   Mucajai

32.445.624,01

  5   Pacaraima

31.108.742,94

  6   São Luiz

27.285.676,13

  7   São João da Baliza

25.775.349,72

  8   Caroebe

25.679.964,97

  9   Alto Alegre

24.595.880,65

10   Canta

24.532.494,63

SANTA CATARINA

ORDEM/MUNICÍPIO

PIB_2002 (R$)

  1   Joinville

6.058.482.011,12

  2   Blumenau

3.517.459.933,44

  3   Itajaí

2.687.972.471,05

  4   Jaraguá do Sul

2.349.082.741,25

  5   Florianópolis

2.213.218.559,37

  6   Criciúma

1.307.140.262,03

  7   São José

1.282.501.525,10

  8   Chapecó

1.274.665.023,97

  9   Lages

1.095.206.997,29

10   São Bento do Sul

1.007.912.731,25

SERGIPE

ORDEM/MUNICÍPIO

PIB_2002 (R$)

  1   Aracaju

2.380.844.695,83

  2   Canhoba

933.640.134,07

  3   Laranjeiras

689.405.694,35

  4   Estância

633.006.624,09

  5   Rosário do Catete

524.467.007,00

  6   Nossa Senhora do Socorro

488.572.231,43

  7   Japaratuba

218.876.293,10

  8   Itaporanga d'Ajuda

187.689.305,69

  9   Lagarto

167.420.189,49

10   Carmópolis

162.007.393,17

SÃO PAULO

ORDEM/MUNICÍPIO

PIB_2002 (R$)

  1   São Paulo

104.691.666.375,10

  2   Paulínia

22.192.856.769,42

  3   São Jose dos Campos

19.913.573.520,58

  4   Guarulhos

16.183.700.084,58

  5   São Bernardo do Campo

15.236.945.454,38

  6   Cubatão

12.039.142.814,67

  7   Barueri

10.739.253.963,91

  8   Campinas

10.618.622.487,32

  9   Jundiaí

6.720.467.576,24

10   Santo André

6.456.619.297,48

TOCANTINS

ORDEM/MUNICÍPIO

PIB_2002 (R$)

  1   Palmas

652.715.672,92

  2   Araguaina

412.965.837,43

  3   Gurupi

309.717.870,09