Leonel de Moura Brizola

Na 2a. feira dia 22/06/2004, faleceu Leonel de Moura Brizola, aos 82 anos. Foi um dos mais atuantes políticos brasileiros nos últimos 50 anos. Foi deputado estadual, governador do Estado do RS, deputado federal, governador do Estado do Rio de Janeiro, entre outros cargos políticos importantes. Liderou e defendeu ardorosamente o Movimento da Legalidade, em 1961.  

Do aeroporto até o Palácio Piratini, onde foi velado até o dia seguinte, para ser depois levado e enterrado no jazigo da família na cidade de São Borja-RS, milhares de simpatizantes saudaram a passagem do caixão sobre um carro de bombeiros.

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Rápida biografia do líder

1922 - nasce em 22 de janeiro, na localidade de Cruzinha, então pertencente ao município de Passo Fundo, e que em 1931 passa a pertencer ao município de Carazinho;

1947 - torna-se um dos deputados estaduais mais votados do PTB, junto com João Goulart, o Jango, futuro presidente do Brasil, de quem se torna grande amigo;

1950 - Reelege-se como deputado estadual;

1954 - Torna-se deputado federal e um dos mais duros adversários de setores que considerava "retrógrados" e "golpistas". O principal alvo é Carlos Lacerda, adversário de Getúlio Vargas;

1955 - Obtém vitória consagradora na eleição para prefeito de Porto Alegre, fazendo mais votos que os demais candidatos;

1958 - Elege-se governador do RS aos 36 anos, com 55% dos votos;

1961 - Como governador do RS, defende ardorosamente a posse do vice-presidente João Goulart, levantando o Movimento da Legalidade a partir do RS;

1962 - Elege-se deputado federal pelo Estado do Rio de Janeiro, com quase 300 mil votos, a maior votação de um parlamentar no Brasil até então;

1964 - Exila-se no Uruguai após o golpe militar; mais tarde, é expulso do Uruguai, indo morar nos Estados Unidos, e mais tarde ainda, em Portugal; 

1979 - Volta do exílio como símbolo da anistia;

1981 - Perde a sigla do PTB para Ivete Vargas, e funda o PDT, Partido Democrático Trabalhista; 

1982 - Elege-se governador do Rio de Janeiro, após denunciar falhas no sistema de apuração dos votos;

1989 - Disputa a eleição para presidente do Brasil, mas fica fora do segundo turno por uma diferença de 0,5% dos votos para Luis Inácio da Silva, o "Lula";

1990 - Reelege-se para governador do RJ, no primeiro turno;

1994 - Perde novamente a disputa para Presidente do Brasil, ficando em 5o. lugar;

1998 - Compõe como vice de Lula nova chapa para Presidente do Brasil, perdendo novamente;

2000 - Perde disputa para a prefeitura do RJ;

2002 - Perde disputa eleitoral por vaga como senador pelo Estado do RJ.

2004 - Falece no dia 21/06, no Rio de Janeiro. É velado e homenageado por centenas de políticos, e milhares de simpatizantes, nas cidades do Rio de Janeiro, Porto Alegre e São Borja, onde foi enterrado no jazigo da família.

(Fonte: jornal Zero Hora, de 23/06/2004).