IMAGENS DE 13/04/2001:   

  RIO PARDO-RS: 

Nesta cidade de origem portuguesa, celebra-se com muita espiritualidade e emoção a Semana Santa do calendário cristão.  Constitui um dos quatro municípios mais antigos do Estado, responsável pela ocupação de vasta área e posterior geração de dezenas de municípios ao sul e oeste do atual Estado do Rio do Grande do Sul.

A cidade situa-se numa elevação, à beira do Rio Jacuí, de onde se descortina vasta planície ao redor; tal conformação, de beleza ímpar e indescritível, motivou sua ocupação original por jesuítas em 1653; todavia, a sanha de bandeirantes paulistas destroçou tal projeto de cristianização de índígenas.

Em 1750, Portugal fimou o Tratado de Madri com Espanha, remarcando as fronteiras originais do Brasil, que terminavam, no sul, na atual cidade de Laguna. Por isso, em 1751, o Gal. Gomes Freire de Andrade, chefe da comissão demarcadora por parte de Portugal, mandou construir um depósito de provisões para seus soldados no local hoje denominado Alto da Fortaleza. Esse depósito ficou sob a guarda de 60 aventureiros paulistas comandados pelo Ten. Francisco Pinto Bandeira.

Reconhecendo o valor estratégico deste local, Gomes Freire encarregou o eng. militar João Gomes de Mello de construir no outeiro, em 1752,  um forte, que denominou de Fortaleza Jesus Maria José.  No decorrer de sua história e função, a Fortaleza sofreu vários ataques, aos quais sempre resistiu bravamente, nunca tombando em poder de inimigos. Por isso, ficou conhecida pela legenda "Tranqueira Invicta", que permanece presente no escudo do município de Rio Pardo.  Em 1754, para reforçar a defesa desta fortificação, que já sofrera ataque de indígenas, foi enviado de Rio Grande (ocupada pelos portugueses em 1737), um contingente do Regimento de Dragões sob o comando do Cel. Thomaz Luiz Osório. Esse Regimento de Dragões permaneceu na cidade por mais de 80 anos, celebrizando-se com a denominação de "Regimento de Dragões de Rio Pardo". 

Com a vinda de militares e suas famílias, foi se constituindo esta histórica cidade, formada principalmente por açorianos (portugueses da Ilha de Açores, arquipélago pertencente na época a Portugal). Pela provisão de 07/10/1809, Rio Pardo foi elevado à condição de vila, com o nome de "Vila do Príncipe"; e em 31/03/1846, a vila de Rio Pardo foi elevada à categoria de cidade.  O município teve importantes participações na conquista da região das Missões do RS, bem como na Revolução Farroupilha (1835-1845) e na Guerra do Paraguai (1865). 

Logo depois, imigrantes alemães e de outras origens vieram colonizar as redondezas, principalmente a região de Santa Cruz do Sul, que atualmente constitui o principal pólo econômico e cultural da região.

Rio Pardo possui um conjunto arquitetônico e histórico de grande valor para o Rio Grande do Sul; dentre tais, destacam-se: 

a) Forte Jesus Maria José, construído em 1752;

b) Rua da Ladeira, que constitui a primeira rua calçada no RS, estando tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional;

c) Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário, que foi inaugurada no longínquo ano de 1779;

d) Igreja de São Nicolau, construída num lugar que constituía um arranchamento de índios; possui interessante estatutária de feições indígenas;

e) Capela de São Francisco de Assis, construída pelos idos de 1800;

f) Solar Almirante Alexandrino, onde nasceu o famoso Almirante reformulador da Marinha Brasileira, e antepassados do ex-presidente Humberto de Alencar Castelo Branco; está tombado e constitui atualmente o Museu Barão de Santo Ângelo;

g) Antiga Escola Militar, responsável pela formação de inúmeros renomados militares;

h) Ponte do Rio Pardo, construída em 1825 por prisioneiros argentinos;

i) Capela Senhor dos Passos;

j) Ponte do Couto,  construída em 1848 (com formação de arcos romanos);

k) Casario que pertenceu à família do ilustre riopardense Raul Silveira, autor do Hino de Rio Pardo;

m) Fazenda Abellina, funda em 1853 pelo colono alemão Frederico Augusto Hanenann, conhecido como "pai da apicultura racional no Brasil".

Rio Pardo também possui outras belezas naturais, como a Praia dos Ingazeiros e o Balneário Porto Ferreira.

Imagens, percepções e comentários da passagem por Rio Pardo:

 a) Igreja Matriz:  1234 5678910111213

 b) Centro da cidade, prédios históricos e vistas panorâmicas:  1234 56 (prédio que hospedou D. Pedro II em sua 2a. passagem pelo RS)78910111213141516 (placa indicativa da antiga Escola Militar)

 c) Capela de São Francisco de Assis:  1234 567

 d) Rua da Ladeira:  1234

 e) Fortaleza Jesus Maria José:  1234 567891011121314

 f) Procissão luminosa do Senhor Morto:  1234 56789

 g) Casa do Turista:  12345 67891011121314

(A casa do turista tem mais de 200 anos de história; foi mandada construir por coronel vindo do nordeste, para atuar na antiga Escola Militar; constitui uma das casas abertas mais ilustrativas da história da cidade; foi reformada por iniciativa e conta de família riopardense, e ali funciona um restaurante, ao mesmo tempo que expõe quadros de artistas; todas as dependências da casa localizada na "Rua da Ladeira" (que oficialmente se chama Rua Júlio de Castilhos), número 257,  têm "histórias" para contar; são ilustrativos o telhado com "eira e beira", o pátio interno, as janelas de madeira, as portas, divisórias internas, o teto; seguindo a tradição das casas portuguesas, localiza-se junto à calçada, e de suas janelas as pessoas (e as moçoilas) podiam observar a rua e falar, com amigos (e admiradores), e, quem sabe, ouvir uma serenata em noite de lua cheia).

h) Ambiente da praça da matriz, com o encerramento do evento: 1