IMAGENS DE PORTO ALEGRE

Mês de Abril de 2001 (parte b)

IMAGENS DE 22/04/2001:   

Domingo no Brique da Redenção - festa e democracia:

a)  Divulgação da Semana do Teatro de Bonecos:  12345678910111213

b)  Paisagens da Rua do Brique (José Bonifácio) e do Parque da Redenção:  12345678910111213 141516

c)  Colégio Militar de Porto Alegre:  1234567

Pôr-do-sol sobre o Rio Guaíba, no final da tarde:  123456789

IMAGENS DE 19/04/2001:   

A Prefeitura de Viamão está expondo um conjunto de peças açorianas históricas, em sala do Memorial do Rio Grande do Sul, que ocupa o antigo prédio (reformado) dos Correios e Telégrafos, em frente à Praça da Alfândega, em Porto Alegre. A presença açoriana é muito intensa nas cidades históricas do RS, situadas ao longo da linha formada por Rio Grande-Viamão-Porto Alegre-Rio Pardo, bem como em todo o litoral do Estado, principalmente em São José do Norte, Mostardas e Santo Antônio da Patrulha. Na exposição, destacam-se móveis, objetos pessoais e roupas características: 1234

Estima-se que de 1750 a 1800, mais de 2.000 açorianos tenham migrado para o Rio Grande do Sul.  A migração foi mais intensa ao redor dos anos de 1750, após grande seca ter assolado o arquipélago, mais precisamente em 1746. Sensibilizado, o diplomata Alexandre de Gusmão providenciou para que fossem alocados no sul do Brasil, na época bastante despovoado (por que o litoral não possuía portos para os barcos atracarem). Após a assinatura do Tratado de Madri, em 1750, a Coroa Portuguesa decidiu que os casais de açorianos poderiam ocupar os Sete Povos das Missões, na região noroeste do atual Estado do Rio Grande do Sul.  Inicialmente, foram levados ao porto de Rio Grande, e depois ao Porto de Viamão (hoje Porto Alegre). Todavia, nesse meio-tempo, eclodiu a Guerra Guaranítica (1751-1756), que adiou sucessivamente o assentamento.  60 famílias ficaram acampadas em Porto Alegre, e outras seguiram adiante, para Triunfo, Santo Amaro e Rio Pardo. Não aceitando o Tratado de Madri, os espanhóis investiram contra Colônia do Sacramento (no atual Uruguai, em frente de Buenos Aires), e contra Rio Grande, na entrada da Lagoa dos Patos, que acabou caindo, num episódio que ficou sendo conhecido como a "Corrida de Rio Grande". Com a queda da cidade-fortaleza, em 1763, o governo da Província foi transferido para Viamão, onde ficou instalado até 1773, quando foi transferido para Porto Alegre.

Arquitetura do antigo prédio (reformado) dos Correios e Telégrafos (atual Memorial do RS):  12

Arquitetura do prédio do MARGS:   1234,  567

A lei estadual que determinou a criação do Museu de Arte do Rio Grande do Sul data de 1954; seu primeiro diretor foi Ado Malagoli e funcionava inicialmente no foyer do Teatro São Pedro. Atualmente, funciona no majestoso prédio de estilo neoclássico, que foi construído em 1913 por Rivadávia da Cunha Correa, ministro da Fazenda, para ser a sede da Delegacia Fiscal.  Junto com outros prédios ao lado, forma um dos conjuntos de maior valor arquitetônico do RS: o prédio neobarroco dos Correios e Telégrafos, da atual Secretaria da Fazenda do RS e da entrada do cais do porto. O prédio do MARGS possui mais de 4.000 metros quadrados, onde estão expostas mais de 2,5 peças de arte; sua arquitetura é de estilo alemão, em que as quatro torres estão encimadas por cúpulas que lembram capacetes dos prussianos.

Os prédios,  dos Correios e Telégrafos e do MARGS, foram projetados pelos arquitetos Rudolf Ahrons e Theo Wiederspahn, respectivamente. No início do século passado, os turistas chegavam pela alfândega do porto, que constituía a principal porta de entrada para a cidade. Por isso, o governo republicano e positivista da época (Carlos Barbosa e Borges de Medeiros) trataram de abrir uma avenida (atual Sepúlveda) do porto até o Palácio (esse projeto não foi concluído, provavelmente porque implicaria em derrubar prédios importantes na época); a alfândega do porto foi equipada com vitrais da França (vide imagens 1234), e a área da atual  Praça da Alfândega foi aterrada (em 1911),  e nos dois lados foram construídos os magníficos prédios dos Correios e Telégrafos, e do atual MARGS. Logo adiante, o visitante podia ver outros dois prédios vistosos: do Clube do Comércio e do que viria a ser, depois, o Cine Guarany (atual Banco Safra):  123

O entorno da Praça da Alfândega era considerada a "Broadway de Porto Alegre"; os investimentos na área continuaram, porque constituem o "coração pulsante da cidade". Na década de 60 (1967), foi iniciado um grandioso projeto, que foi a construção do maior edifício da cidade, até os dias atuais, denominado Santa Cruz, com 33 andares em meados da década de 70, outro prédio expressivo foi construído, para constituir o edifício-sede da Caixa Econômica Federal no RS, que tem numa das paredes externas belíssimas gravuras relativas ao modo de vida do gaúcho na década de 80, na esquina das ruas Andradas e Caldas Júnior, onde se situava antigamente o famoso "Grande Hotel", foi construído um grande Shopping Center, com outros prédios funcionais, inclusive um novo "Grande Hotel".

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