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Feiras do Livro em Porto Alegre

(documentários apresentados na seção da "câmera 2", do site Wcams

    

50a. Feira do Livro (Ano de 2004):

A maior feira de livros da América Latina começa sua 50a. edição, no antigo Largo da Quitanda, lugar atualmente mais conhecido como "Praça da Alfândega", embora seu nome oficial seja Praça Gen. Osório. É organizada pela Câmara Rio-Grandense do Livro (CRL).

Desde 1955, ano de criação, a Feira vem crescendo ano a ano. Neste ano de 2004, alcança uma área de 11 mil metros quadrados, dos quais 7,4 mil cobertos, indo até a alameda Sepúlveda, onde se concentrará a área infantil e a praça de alimentação. Tem por patrono o escritor e tradutor Donaldo Schüler; a Alemanha como país homenageado; e a Bahia como Estado convidado. Começa no dia 29/10/2004, estendendo-se por 18 dias, durante os quais serão promovidas 730 sessões de autógrafos, 45 oficinas, 142 expositores, 60 autores nacionais, 210 autores gaúchos e 6 autores internacionais.

A Feira é vista por alguns como sendo uma homenagem a 14 livreiros visionários que, em 1955, atendendo ao apelo de Say Marques, um dos diretores do extinto Diário de Notícias (que retornara encantado com uma feira de livros no Rio), resolveram montar 14 barraquinhas. Aquela primeira Feira foi presidida por Henrique Bertaso e sua comissão organizadora foi integrada por gente como Leopoldo e Nelson Boeck, Egon Poetter, Maurício Rosenblatt, entre outros.

Outras informações sobre a estrutura, histórico, serviços, mapa de localização, patronos, programação e outras veja no site oficial da Feira do Livro, clicando aqui.

Porto Alegre  em 1955, ano de fundação da Feira do Livro

Veja as seguintes imagens ilustrativas do evento de 2004:

Dia 02/11/2004:

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Dia 04/11/2004:

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49a. Feira do Livro (Ano de 2003):

Quando os jacarandás florescem, é hora da Feira do Livro na cidade. Acontece todo ano no mês de novembro, na tradicional "praça da alfândega", no centro comercial da cidade. Nas três semanas da feira, cerca de 1,7 milhâo de pessoas, de todas as idades, a visitam. É a maior, mais interessante e variada Feira de Livro da América Latina.

Veja estas bonitas imagens ilustrativas do evento:  

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48a. Feira do Livro (Ano de 2002):

A Feira do Livro tornou-se o evento mais popular da capital gaúcha; recebe mais de um milhão de visitantes, principalmente de escritores, professores, estudantes e acadêmicos, intelectuais, profissionais liberais, crianças, idosos, curiosos e  pessoas em geral, que nesses dias tomam contato com os livros e tudo mais que se relaciona;  sempre ocorre nesta época do ano, entre o final de outubro e meados de novembro, na época da floração dos jacarandás (de flores azuis) e dos guapuruvus (de flores amarelas); em Porto Alegre já se sabe: quando os jacarandás florecem, então a época da Feira do Livro está chegando. 

Esta feira tão popular ocupa o espaço mais central e "democrático" da cidade, que não faz distinção de classe econômica, credo, profissão, raça ou qualquer outra categoria que se possa imaginar; todos são bem recebidos, e podem "folhear" livremente seus livros,  nas dezenas de barracas armadas de forma organizada em meio a árvores, jardins, ruas e prédios.  

Bem  antigamente, a área desta praça constituía um desembarcadouro, e a cidade travou históricas batalhas para mantê-la e até ampliá-la. Seu nome original era "Praça da Quitanda", depois "Senador Florêncio", e finalmente também "Praça da Alfândega", pela função que exerceu durante longo período, de porta de acesso para o "mundo da cidade" e, também (obviamente),  de "alfândega", cujo prédio ficava no meio da praça, recebendo os turistas e viajantes que desembarcavam do atracadouro do rio (ou melhor, lago!) Guaíba. Com a construção do porto de Porto Alegre, pelos idos de 1912 (que chegou a ser a maior obra civil do Brasil), a principal entrada para a cidade recebeu uma valorização e tratamento paisagístico incomum; implantou-se, então, uma larga avenida com palmeiras, da praça até o porto (que recebeu o nome de Avenida Sepúlveda), e em cada lado foram construídos dois majestosos prédios, que figuram até hoje entre os mais expressivos do patrimônio arquitetônico da cidade: a Delegacia Fiscal do Tesouro Nacional (atual MARGS) e os Correios e Telégrafos (atual Memorial do RS). 

Ano após ano, a Feira adquire significado mais expressivo, e crescente afluxo de pessoas, que percorrem os corredores das barracas para assimilar um pouco do seu espírito ou cultura. A Feira incorporou uma magia difícil de interpretar e expressar. Por isso mesmo também mantém uma "liturgia" toda especial, do primeiro ao último dia; a sineta de inauguração, as barracas que precisam ter alguns anos de uso, os saldos de livros em que se acha de tudo, os palhaços para entreter a criançada, os corredores cheios de gente, os livros folheados inúmeras vezes para eventualmente algum ser comprado, o burburinho da praça da alimentação e, também, o ar cultural do "bistrô" do Margs, em que acadêmicos de verdade e outros "de mentira" assumem ares de intelectuais, e se misturam nesse mundo do "faz de conta", mas que não deixa de ser fulgurante e fantástico, que somente poucas cidades como Porto Alegre são capazes de produzir.

 Ultimamente, a praça recebeu apoiadores de peso: as exposições do MARGS, do Memorial do RS  e do Santander Cultural, todas visitadas por milhares de pessoas, e inúmeras delegações de escolas. As exposições do MARGS e do Santander Cultural foram notáveis. No Margs, foi apresentada uma amostra de 175 peças do museu francês Petit Palais, denominada Paris 1900, porque abarca obras do período de 1880 a 1914, anos que marcaram o auge da belle époque na França. Constituiu o período mais cintilante de Paris, quando a cidade estava se modernizando com as reformas implementadas pelo barão de Haussmann, como a abertura dos grandes boulevares,  a eletrificação das luminárias públicas, da inauguração da Torre Eiffel (em 1889) e da criação do metrô (em 1900). Renoir, Cézanne, Toulouse-Lautrec, Rodin, Vuillard, Bonnard, Moreau, Redon, Chabine e Nadar são alguns dos mestres que estavam presentes na exposição. Dentre as obras, destaque para o retrato da atriz Sarah Bernhardt, pintado em 1876 por Georges Clairin, e da pintura de "Ofélia". No Santander Cultural, que provavelmente constitua o prédio mais bonito, majestoso e ilustrativo de Porto Alegre, continua em exposição até o dia 05/01/2003 uma expressiva e intrigante mostra de artes intitulada "Paixão e Violência". Com a Feira do Livro, o espaço junto à Praça da Alfândega começa a mostrar sua verdadeira vocação: de centro cultural do sul do Brasil. Quando a obra dedicada a Érico Veríssimo estiver concluída, a cidade reunirá condições para mostrar sua verdadeira identidade: de centro acadêmico, cultural e tecnológico do sul do Brasil. E certamente acolherá crescentes torrentes de turistas, não apenas de cidades do RS, mas do Brasil e do mundo, porque o legado de pessoas como Mário Quintana, Érico Veríssimo, Theodor Wiederspahn, Aldo Locatelli e  vários outros é simplesmente fantástico.  

Veja algumas imagens da feira desse ano: 

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Crônica de Lilian Laranja, sobre a Feira do Livro

   

47a. Feira do Livro (ano de 2001)  

Neste ano, esse marcante e peculiar evento da cidade está sendo realizado entre os dias 26 de outubro e 11 de novembro. A Feira ocupa uma área de 6,2 mil m2 cobertos, junto à Praça da Alfândega, entre as ruas da Praia e Siqueira Campos. A entrada é franca e a visitação pode ser feita das 13 às 21h.  Na opinião do presidente da Câmara Rio-grandense do Livro (CRL), sr. Paulo Flávio Ledur, a popularidade da Feira, na capital mais culta do país (em que 1/5 dos seus chefes de família tem mais de 15 anos de estudo) acontece em função da coerência ou sintonia entre o estilo "largado" do gaúcho e o jeito despachado como os livros são colocados no caminho dos leitores.  A magia da Feira se abastece de múltiplas outras razões: pela natureza ao redor em festa (é época da primavera, e a praça está tomada pelas cores das flores dos jacarandás e dos guapuruvus); pelas oportunidades de prestigiar e falar com escritores, novos e consagrados;  pelos encontros dos amigos do livro, dos executivos de escritórios próximos e de outros profissionais nos bares montados junto à Feira, para tomar um chopp gelado nos finais de tarde (e, possivelmente, curtir uma curta sensação de ser boêmio e culto); pelos espetáculos culturais; pela variedade de livros ofertados; pelos brincalhões; pelas ruidosas conversas dos grupos de crianças e visitantes do interior; pelo universo em exposição.

O patrono da Feira de 2001 é o escritor Armindo Trevisan, autor consagrado de livros. O Estado brasileiro homenageado é Minas Gerais; o país homenageado é o México; e os "imortais" homenageados são os poetas Mário Quintana e Carlos Drumond de Andrade. Com o apoio da Gerdau, a CRL convidou o prestigiado artista plástico Xico Stockinger a produzir uma escultura em bronze, que ficará na praça, junto a figuras históricas de generais e de políticos. A escultura ilustra os poetas conversando numa praça. Mário Quintana era natural da cidade gaúcha de Alegrete, mas gostava imensamente de Porto Alegre, onde viveu grande parte da sua vida, principalmente no antigo Hotel Majestic, que atualmente constitui o Centro de Cultura Mário Quintana. Era comum vê-lo caminhando anonimamente pelas ruas da cidade (as pessoas não queriam importuná-lo). Produziu encantadoras poesias sobre a cidade, sobre o amor e sobre as crianças. Para homenageá-lo, tomamos a liberdade de reproduzir a poesia de sua autoria, que é a  preferida pelos portoalegrenses; veja aqui.

Veja, adiante, imagens da Feira de 2001:

dia 26/10/2001 (1o. dia):    1,   2,   3,   4,   5,   6,   7

dia 31/10/2001:   1,   2,   3,   4,   5,   6,   7,   8

dia 11/11/2001 (último):    1,   2,   3,   4,   5,   6,   7 

   

46a. Feira do Livro (ano de 2000)  

A Feira atrai no período de um mês a impressionante quantidade de 1,6 milhão de pessoas, de todas as idades e perfis; constitui a Feira mais popular do RS:
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